31 de jan de 2008

Sobre o escrever...

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Carl Holsoe
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Poesia é escapar ao nojo fazendo beleza com dejetos de um rio longo tortuoso que vem de fonte límpida, mas no caminho, vai se sujando demais de vida mesmo...
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Irene Vieira
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30 de jan de 2008

Toda nudez será castigada?

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TODA NUDEZ SERÁ CASTIGADA?
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a casa era sólida e imponente
sua dona esnobe e arrogante
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seus olhos não me viam
conseguia estar presente sem nunca se aproximar
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eu
visita imbecil naquele mundo adverso
chorava entre o silêncio e a solidão
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a noite encontrei baratas pela casa
na cozinha
na escadaria de mármore
no corredor
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o mesmo inseto das ruas e esgotos
dominava inquieto o lugar
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democráticas e kafkanianas baratas
denunciavam que a rainha

estava nua
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Leonor Cordeiro
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29 de jan de 2008

Beira de estrada

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Mário Zanini - Casario
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Beira de estrada
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são tantas casas anônimas
são tantas casas acanhadas
erguidas na beira da estrada
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(o alpendre
a rede
o cachorro
o sítio da vó)
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são tantas casas
e a memória enferrujando a alma
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28 de jan de 2008

Desencanto

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Eu faço versos como quem chora
De desalento. . . de desencanto. . .
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.
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Meu verso é sangue. Volúpia ardente. . .
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.
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E nestes versos de angústia rouca,
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca..
- Eu faço versos como quem morre
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Manuel Bandeira
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25 de jan de 2008

Parabéns SÃO PAULO !!!

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Como paulista não poderia deixar de comemorar os 454 anos de São Paulo .
Na minha festa vou receber os Trovadores Urbanos cantando canções paulistas que conheci na minha infância :
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Tom Jobim ...

. 25 de janeiro: Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim completaria 81 anos de idade ...
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24 de jan de 2008

(sobre a vida ...)

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Maria Laura Bratoz - O relógio
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" Meu jeito de cuidar da vida é não fazer tumulto, não chamar atenção, mas a vida em si causa muito espanto, não há como resguardá-la de tempo e vento. Nós passamos pela relojoaria com os novos modelos que parecem pulseiras, sem ponteiros e sem números. Mas, no alto, um antigo, daqueles de parede, abria, fechava, o relógio fazia estardalhaço, brincava com nossa perecível condição humana. "
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Irene Vieira
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21 de jan de 2008

(Estrela Ruiz Leminski)

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Mariangeles Puente Duran
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que troço esquisito
que começa com para sempre
atravessa até que a morte nos separe
e termina com preferia nunca ter te conhecido?
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20 de jan de 2008

(Leminski)

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Van Gogh
Clique na imagem para ver a animação
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. a estrela cadente
me caiu ainda quente
na palma da mão...
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Paulo Leminski
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19 de jan de 2008

Sobre o escrever...

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"Eu só escrevo quando eu quero, eu sou uma amadora e faço questão de continuar a ser amadora. Profissional é aquele que tem uma obrigação consigo mesmo de escrever, ou então em relação ao outro. Agora, eu faço questão de não ser profissional, para manter minha liberdade."
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Clarice Lispector
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16 de jan de 2008