26 de mai. de 2007

Poeminhas insensatos (3)

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John Halaka

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DOS CUIDADOS


há coisas

do coração

que a gente sente

e não explica


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o infarto

por exemplo


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Ademir Antonio Bacca

do livro: “Inventário de Emoções”


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22 de mai. de 2007

Metamorfose

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Metamorfose
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o olhar da menina
passou pelo pai
passou pela mãe
pela luz do abajur
e se perdeu
no emaranhado de plantas
do fundo do aquário.
Agora, ela é peixe ...
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Leonor Cordeiro
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Meus rabiscos...

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Pintura de Rodolfo Morales

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estrelinhas de cetim
na colcha de retalhos,
a bordadeira fez o céu com as mãos..
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Leonor Cordeiro

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15 de mai. de 2007

Antoine Saint-Exupery

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Aqueles que passam por nós,
não vão sós, não nos deixam sós.
Deixam um pouco de si,
levam um pouco de nós.
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Antoine de Saint-Exupéry

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13 de mai. de 2007

Minha mãe

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Da pátria formosa distante e saudoso,
Chorando e gemendo meus cantos de dor,
Eu guardo no peito a imagem querida
Do mais verdadeiro, do mais santo amor:
— Minha Mãe! —
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Nas horas caladas das noites d’estio
Sentado sozinho co’a face na mão,
Eu choro e soluço por quem me chamava
— “Oh filho querido do meu coração!” —
— Minha Mãe! —
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No berço, pendente dos ramos floridos
Em que eu pequenino feliz dormitava:
Quem é que esse berço com todo o cuidado
Cantando cantigas alegre embalava?
— Minha Mãe! —
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De noite, alta noite, quando eu já dormia
Sonhando esses sonhos dos anjos dos céus,
Quem é que meus lábios dormentes roçava,
Qual anjo da guarda, qual sopro de Deus?
— Minha Mãe! —
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Feliz o bom filho que pode contente
Na casa paterna de noite e de dia
Sentir as carícias do anjo de amores,
Da estrela brilhante que a vida nos guia!
— Uma Mãe! —
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Por isso eu agora na terra do exílio,
Sentado sozinho co’a face na mão,
Suspiro e soluço por quem me chamava:
— “Oh filho querido do meu coração!” —
— Minha Mãe! —
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Casimiro de Abreu

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