Quinta-feira, Novembro 12, 2009
Nascimento do poema
Postado por Leonor Cordeiro às 20:25 5 comentários
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Sábado, Novembro 07, 2009
Josué Montello...
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O esquecimento é uma forma de silêncio. De silêncio absoluto. Vem com o tempo, que nos rói a memória. Pode ser um bem, pode ser uma mal. Apaga tudo, reduzindo a escrita ao papel em branco, com a sua lição de humildade.
Por isso mesmo, todo escritor, no começo da vida literária, deveria fazer um estágio de velhas revistas. Ali, no volver de cada folha, há sempre à nossa espera uma lição a recolher. Quanto ruído inútil em torno de certos nomes e de certas obras!
Andei folheando, de ontem para hoje, uma coleção de Fon-fon, entre 1929 e 1934. Ninguém mais famoso do que Bastos Portela. Do que Martins Capistrano. Do que Mário Poppe. Este último, crítico literário. Todos mudos. E esquecidos. Todos. Nem um deles chegou até nós.
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Josué Montello - Diário Completo (Volume I), p.1253
Postado por Leonor Cordeiro às 18:45 8 comentários
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Sexta-feira, Novembro 06, 2009
Portinari...
Portinari - Meninos brincando (1955).
Portinari - Futebol (1935)Postado por Leonor Cordeiro às 10:14 10 comentários
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Quinta-feira, Novembro 05, 2009
O leitor e o livro...
Postado por Leonor Cordeiro às 16:36 4 comentários
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Quarta-feira, Novembro 04, 2009
O apanhador de desperdícios
. Uso a palavra para compor meus silêncios.
Postado por Leonor Cordeiro às 01:33 4 comentários
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Segunda-feira, Novembro 02, 2009
La carencia
Postado por Leonor Cordeiro às 23:24 5 comentários
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Quinta-feira, Outubro 29, 2009
ta_manco
Postado por Leonor Cordeiro às 20:56 5 comentários
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Terça-feira, Outubro 27, 2009
O lutador
A luta de Jacó com o anjo -Alexander Louis Leloir, 1865.
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Lutar com palavras
é a luta mais vã.
Entanto lutamos
mal rompe a manhã.
São muitas, eu pouco.
Algumas, tão fortes
como um javali.
Não me julgo louco.
Se o fosse, teria
poder de encantá-las.
Mas lúcido e frio,
apareço e tento
apanhar algumas
para meu sustento
num dia de vida.
Deixam-se enlaçar,
tontas à carícia
e súbito foge
me não há ameaça
e nem há sevícia
que as traga de novo
ao centro da praça.
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Insisto, solerte.
Busco persuadi-las.
Ser-lhes-ei escravo
de rara humildade.
Guardarei sigilo
de nosso comércio.
Na voz, nenhum travo
de zanga ou desgosto.
Sem me ouvir deslizam,
perpassam levíssima
se viram-me o rosto.
Lutar com palavras
parece sem fruto.
Não têm carne e sangue…
Entretanto, luto.
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Palavra, palavra
(digo exasperado),
se me desafias,
aceito o combate.
Quisera possuir-te
neste descampado,
sem roteiro de unha
ou marca de dente
nessa pele clara.
Preferes o amor
de uma posse impura
e que venha o gozo
da maior tortura.
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Luto corpo a corpo,
luto todo o tempo,
sem maior proveito
que o da caça ao vento.
Não encontro vestes,
não seguro formas,
é fluido inimigo
que me dobra os músculos
e ri-se das normas
da boa peleja.
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Iludo-me às vezes,
pressinto que a entrega
se consumará.
Já vejo palavras
em coro submisso,
esta me ofertando
seu velho calor,
aquela sua glória
feita de mistério,
outra seu desdém,
outra seu ciúme,
e um sapiente amor
me ensina a fruir
de cada palavra
a essência captada,
o sutil queixume.
Mas ai! é o instante
de entre
abrir os olhos:
entre beijo e boca,
tudo se evapora.
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O ciclo do dia
ora se conclui e o inútil duelo
jamais se resolve.
O teu rosto belo,
ó palavra, esplende
na curva da noite
que toda me envolve.
Tamanha paixão
e nenhum pecúlio.
Cerradas as portas,
a luta prossegue
nas ruas do sono.
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Carlos Drummond de Andrade - Nova Reunião, p. 94-97
Postado por Leonor Cordeiro às 14:55 4 comentários
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Segunda-feira, Outubro 26, 2009
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Nossa existência é tão fugaz que, se não escrevermos à noite o que aconteceu pela manhã, o trabalho nos atordoa e não nos sobra tempo para registrá-lo. Isto não impede que lancemos ao vento as horas que são para o homem as sementes da eternidade.
Chateaubriand, Mémoires d'outre-tombe
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Postado por Leonor Cordeiro às 09:34 6 comentários
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Sexta-feira, Outubro 23, 2009
A canção do tédio
Toni Frissell.
Postado por Leonor Cordeiro às 20:31 7 comentários
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O leitor e o livro...
Postado por Leonor Cordeiro às 20:24 0 comentários
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