3 de nov de 2006

Texturas

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Texturas
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Não te preocupes em me decifrar,
sou costurada com a linha da ambigüidade,
vestida de discursos de calar.
Minha bainha não foi feita,
toco em todas as texturas.
Minha cor não foi eleita,
sou camaleão sem cura.
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Não procure em mim suas verdades.
Meu verso é repleto de possibilidades,
Não possuo seqüência, não possuo métrica.
Sou cúmplice da dualidade,
rima anacrônica perdida na realidade.
Não te preocupes em me decifrar,
Sou verso de intuição,
Pergunta possível,
tentativa de explicação.
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Gabriela Marcondes

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Um comentário:

Burtonesca disse...

Fazia tempo que nao via um poeminha assim meio parecido comigo.
Gostei desse "texturas".

Queria te mandar um beijo e um abraçao!!! E nao tem problema com o atraso dos parabens....tem um ano inteiro que vou continuar com os tais 26, rsrsrs. Da tempo!!