6 de nov de 2009

Portinari...

Portinari - Meninos brincando (1955)
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A paisagem onde a gente brincou pela primeira vez
não sai mais da gente.

Candido Portinari
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Mais um presente do querido poeta José Carlos Brandão:.
Leonor, deixo-lhe aqui um sonetinho a Portinari - que fala justamente de brincadeiras, da infância:
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Portinari - Futebol (1935)
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A pandorga azul entre as nuvens e os pássaros
Brinca no céu azul.
Os anjos batem as asas brancas
Sobre o campo de futebol.
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São Jorge enfrenta o dragão na lua,
Candinho aprende que a vida é fábula.
São José conversa com a Virgem
Na pequena capela da Nonna.
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O menino morre nos braços da mãe,
Vai pintar a outra vida de azul:
A morte é azul como os olhos de Deus.
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Uma flor se abre nos olhos do menino
Suspenso no cosmo como um balão:
Candinho bate as asas brancas no paraíso azul.
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10 comentários:

angela disse...

Bom te-la aqui e sermos brindados com essa delicadeza e sensibilidade.
beijos

Dalva M. Ferreira disse...

Eu, sempre um passinho atrás, concordando em tudo com a Angela. Abraços!

Leonor Cordeiro disse...

Querida Angela,
Obrigada por deixar sempre um recadinho amável e repleto de carinho em meu blog.
Ainda não estou conseguindo responder os comentários de pessoas tão generosas como você pois estou voltando devagar ao blog.
Quero que você saiba que todas as suas visitas foram presentes para o meu coração.
Aceite minha gratidão e afeto.
Com carinho,
Leonor Cordeiro

Leonor Cordeiro disse...

Querida Dalva,
Sempre juntinho da Angela, sempre amável e gentil como ela ...
Pessoas como vocês ajudam a melhorar a minha caminhada.
Mil beijinhos!!!!

Graça Pereira disse...

A paisagem da nossa infância faz parte das fibras do nosso coração...como arrancá-la??
Gostaria de receber uma visita sua no meu blog.. tenho sempre mensagens por mail, não entendi muito bem a razão. Desculpe este reparo, é que achei estranho.
Um beijo e bom fds.
Graça

José Carlos Brandão disse...

Leonor, deixo-lhe aqui un sonetinho a Portinari - que fala justamente de brincadeiras, da infância:

A pandorga azul entre as nuvens e os pássaros
Brinca no céu azul.
Os anjos batem as asas brancas
Sobre o campo de futebol.

São Jorge enfrenta o dragão na lua,
Candinho aprende que a vida é fábula.
São José conversa com a Virgem
Na pequena capela da Nonna.

O menino morre nos braços da mãe,
Vai pintar a outra vida de azul:
A morte é azul como os olhos de Deus.

Uma flor se abre nos olhos do menino
Suspenso no cosmo como um balão:
Candinho bate as asas brancas no paraíso azul.

Um beijo.

manuel marques disse...

Essa paisagem passa ser um estado de alma ...

Beijo.

Leonor Cordeiro disse...

Oi Graça !
Visitarei o seu blog com prazer.
Fiquei preocupada com a sua observação sobre e-mails. Não enviei nenhum e-mail para o seu endereço. Desde junho estou passando por problemas com a minha saúde que me impediram de responder até os comentários nesse blog. Hoje é a primeira vez que estou respondendo e agradecendo o carinho dos amigos.
Será que você está recebendo e-mails falsos? Alguém pode estar usando o meu nome. Cuidado com vírus, não abra nenhum link. Quando puder, me explique por e-mail o que aconteceu.
Grande abraço!

leonorcordeiro disse...

José Carlos,
Mais um presente encantador !
Obrigada por sua generosidade e poesia .
Com carinho,

Leonor Cordeiro

Leonor Cordeiro disse...

Manuel,
Obrigada por sempre estar presente nesse blog.
É muito bom estar em sua companhia.
Grande abraço !