Mostrando postagens com marcador Sylvia Plat. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sylvia Plat. Mostrar todas as postagens

3 de jul. de 2010

palavras...

.
.
Palavras
.
Golpes,
De machado na madeira,
E os ecos!
Ecos que partem
A galope.
.
A seiva
Jorra como pranto, como
Água lutando
Para repor seu espelho
sobre a rocha
.
Que cai e rola,
Crânio branco
Comido pelas ervas.
Anos depois, na estrada,
Encontro
.
Essas palavras secas e sem rédeas,
Bater de cascos incansável.
Enquanto
Do fundo do poço, estrelas fixas
Decidem uma vida.
.
Sylvia Plath
(Tradução de Ana Cristina Cesar)

.