24 de mai de 2008

É perdido todo o tempo que não é dedicado ao amor

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Por ocasião da posse de Zélia Gattai na Academia Brasileira de Letras, Cícero Sandroni comentou que ela gostava de usar uma frase emprestada da obra do poeta italiano Torquato Tasso : “é perdido todo o tempo que não é dedicado ao amor”.
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É impossível pensar em Zélia sem pensar em Jorge, é impossível pensar em Jorge Amado sem pensar em Zélia.

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Jorge que amava Zélia...
“Ao pousar pela primeira vez os olhos em você, meu coração disparou”
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Zélia que amava Jorge...
"Um dia, Jorge Amado me convidou para ir a um jantar em homenagem ao poeta Pablo Neruda (1904-1973). Após a confraternização, ele foi levar o Neruda ao hotel e me deu uma carona. Jorge nunca dirigiu na vida, então fomos de táxi. Em frente ao Teatro Municipal de São Paulo, ele pediu para o motorista parar o táxi e comprou uma lata enorme cheia de cravos vermelhos e os atirou em mim. Tomei um banho de cravos, dos pés à cabeça, fiquei toda molhada. Esse foi o começo de uma vida em comum que durou 56 anos." (Última entrevista que a escritora concedeu à Folha, em novembro de 2007)
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É perdido todo o tempo que não é dedicado ao amor...
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5 comentários:

Maria Augusta disse...

E como ela tem razão, a vida é curta, devemos ocupar nosso tempo com o que importa realmente, como o amor.
Querida Leonor, o link para o álbum de fotos de Marrakech é http://picasaweb.google.com/cronicapaulista/Marrakech?authkey=odHEv03p5ng. Eu o coloquei no Picasa especialmente para que você possa ter acesso, pelo slide.com não dá certo. Se tiver problemas me mande um endereço e-mail para o qual eu possa mandá-las, tá? Um grande beijo.

Roseane, disse...

Querida Leonor, eu tenho muitos livros de Zélia. Gostava muito da forma como ela escrevia. Ri muito de suas histórias, bem reais por sinais. Sim é impossível pensar num sem pensar no outro. Lindas as fotos que você escolheu deles. Lindo o amor deles. Bom domingo para você!!!

Evelyne Furtado disse...

Leonor, esse blog é um encanto. A homenagem a Zélia e Jorge está digna do amor lindo que começou com uma chuva de cravos. Eu conheci primeiro Jorge, nas leituras de Gabriela e Dona Flor, às escondidas lá pelos 11 anos. Depois conheci Zélia e através de suas memórias fui um pouco cumplice deles. Fiz um texto para ela em meu blog Perfil de Mulher, mas nem de longe comparado a essa homenagem que tão cuidadosamente você preparou. Ela merece. Eles merecem e você merece um beijo de parabéns!
Veca

Lunna Montez'zinny disse...

Confesso que eu nunca gostei dos escritos de ambos, mas esse dizer trouxe-me lágrimas nos olhos.
E como é singular um grande amor: na força, nas sensações, nas dimensões, em tudo mais.
Abraços meus

Leonor Cordeiro disse...

Maria Augusta,
Já consegui pegar as fotos no Picasa, obrigada por sua atenção.
Sobre a brevidade da vida, acho que ela é real, tudo passa muito rápido, quando percebemos, acabou...
Grande abraço!

Roseane,
Gosto muito dos livros de memórias, faço verdadeiras viagens pelos relatos cheios de detalhes.
Acho que ter um amor duradouro não é tão comum em nossos dias.
Bom saber que eles tiveram esse experiência tão rica.
Mil beijinhos para você !

Evelyne,
Um amor que começa com uma chuva de cravos não pode dar errado ...(rsrsrs)
Um grrraaaande abraço para você!

Lunna,
Você escolheu a palavra certa : SINGULARIDADE ! Um grande amor sempre é singular.
Gosto demais dos seus comentários,
eles também são singulares ...
BJS!