17 de mar de 2009

Eunice Arruda...

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TÃO TRANQÜILA
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Tão tranqüila a sala
A tarde caminha lenta impune
Portas fechadas
ressoam vozes
lá fora
um telefone jamais chama
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Talvez chova ainda hoje
mas agora
nenhum risco ou relâmpago
Posso dormir neste barco
há árvores à margem sombreando o rio
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É tão tranqüila a sala
na tarde seguindo lenta
E vibra
ardente
como uma palma de mão
Aqui descanso do sim e do não
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(do livro "Risco" - Nankin Editorial, 1998 – SP)
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8 comentários:

minha literatura agora disse...

Cara Leonor ,há outro selo para você no meu blog.Um abraço do james.

Dalva M. Ferreira disse...

Adorei, Eunice. É um retrato.

ANA CLAUDIA MARINHO disse...

Leonor, passei para te deixar um abraço.E esse texto de sua postagem é simples,fácil e encantador.E não poderia deixar de comentar sobre a imagem dessa postagem ...chamou-me atenção.

um beijo e até a próxima.

manzas disse...

Tocavam os raios ensolarados e madrugadores
Nas vastas planícies, terras por conquistar…
Do chão brotavam vidas e esperanças de amores
Colhidas por ninfas ao som de flautas, a dançar

Mas nessas terras, também corriam ventos de tirania
Trazidas por lordes e senhores de um Rei ditador…
Cobrando liberdade a um povo que por ela ardia
Forçados às leis impostas pelas espadas, suor e dor

Um resto de uma agradável semana!

Bem-haja!

O eterno abraço…

-MANZAS-

luzdeluma disse...

A poetisa descreve tão calmamente a tarde, a tranquilidade do espaço, o tempo e seu descanso, que penso que depois que terminou o poema, dormiu! Passou também uma satisfação consigo, como se nada mais interessasse, nem o sim e nem o não. É dessa calma que precisamos no dia a dia!! Beijus

Bete disse...

Ola querida
Tem um Mimo pra voce no Interagindo.
Bjs

Sabrina Davanzo disse...

Oi, Leonor
Deixei um selinho para você lá no inverso.
Bejim!

Talita Prates disse...

Gostei muito, Eunice!
Parabéns!
Paz.