22 de ago de 2010

Éugenio...

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Que fizeste das palavras?

Que contas darás tu dessas vogais

de um azul tão apaziguado?

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E das consoantes, que lhes dirás,

ardendo entre o fulgor

das laranjas e o sol dos cavalos?

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Que lhes dirás, quando

te perguntarem pelas minúsculas

sementes que te confiaram?

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Eugénio de Andrade

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5 comentários:

Leonardo B. disse...

[sabendo a composição de cada partícula do poema, Eugénio reordena cada pequena silaba terrena]

um imenso abraço,

Leonardo B.

José Carlos Brandão disse...

A poesia de Eugénio é obra de mestre. Nem parece que é profunda.
Grande abraço, Leonor.

AC disse...

Eugénio de Andrade é um dos meus poetas preferidos. Nele a palavra ganha, na sua simplicidade, musicalidade e dimensão...

Beijo :)

manuel marques disse...

O grande Eugénio de Andrade.

Beijinho.

Sônia Brandão disse...

Eugénio é um dos meus preferidos.
A epígrafe do meu livro tirei de um poema dele.

bjs